Em março de 2022, a Pixel Pro esteve no 11º Festival de Fotografia de Tiradentes, em Minas Gerais, um dos encontros de fotografia mais importantes do país. Realizado pela Foto em Pauta, o festival ocupa a cidade histórica com exposições, palestras, leituras de portfólio e encontros entre fotógrafos, curadores e público.
Este post reúne as exposições que visitamos, com fotos de cada uma.
O que os olhos alcançam, de Cristiano Mascaro
A primeira exposição visitada foi a de Cristiano Mascaro, um dos grandes nomes da fotografia urbana e de arquitetura no Brasil. Natural de Catanduva (SP), Mascaro é arquiteto formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, onde também fez mestrado, com a dissertação A Fotografia na Interpretação do Espaço Urbano (1986), e doutorado, com a tese A Fotografia e a Arquitetura (1995). Antes disso, trabalhou como repórter fotográfico da revista Veja, de 1968 a 1972.
Seu trabalho é uma aula de como olhar a cidade: linhas, luz e a presença humana nos espaços construídos. Para quem fotografa arquitetura, vale ver também o guia de linhas verticais convergentes.





Do Outro Lado da Rua Direita, de Dirceu Maués
Dirceu Maués, natural de Belém (PA), fotografa desde 1990. Recebeu o prêmio aquisição no II Salão de Fotografia do Centro Cultural Brasil Estados Unidos (CCBEU), trabalhou como repórter fotográfico, com trabalhos para a Agência Folha e para revistas, e já expôs no Künstlerhaus Bethanien, em Berlim (2009-2010), e no Centro Municipal de Fotografia de Montevidéu, no Uruguai.
Seu trabalho é conhecido pelo uso de câmeras artesanais de orifício (pinhole), que levam a fotografia de volta aos seus princípios mais simples. Para conhecer as origens desses processos, veja quem inventou a fotografia.





Cosmopolíticas, com curadoria de João Castilho e Pedro David
A principal exposição do festival, Cosmopolíticas, teve curadoria dos fotógrafos João Castilho e Pedro David e realização da Foto em Pauta. Uma mostra coletiva que reuniu diferentes olhares autorais e documentais.







Tempo e MNemo Máquina
O festival também apresentou as exposições Tempo e MNemo Máquina, que fizeram parte do percurso pela cidade. Registramos alguns momentos das duas.








Sérgio Paulo Rouanet no festival
Um dos momentos marcantes da visita foi encontrar Sérgio Paulo Rouanet, o criador da Lei Rouanet. A lei, de dezembro de 1991, sancionada pelo então presidente Fernando Collor de Mello, foi criada para facilitar o acesso às fontes de cultura, promover a regionalização, apoiar e difundir as manifestações culturais e preservar bens materiais e imateriais. Boa parte dos festivais e exposições do país, inclusive de fotografia, contam com esse tipo de incentivo.
Rouanet esteve no festival já com a saúde debilitada. Sua esposa nos contou que, em muitas noites, ele dizia ter feito o melhor pela cultura do Brasil e não entendia os ataques que a lei vinha sofrendo.

Por que visitar festivais de fotografia
Festivais são uma das melhores escolas para quem fotografa:
- Repertório: ver o trabalho de grandes fotógrafos ao vivo, em tamanho de exposição, é diferente de ver na tela.
- Leitura de portfólio: muitos festivais oferecem conversas com curadores e editores. Veja como preparar um portfólio fotográfico.
- Encontros: conversar com outros fotógrafos amplia o olhar e abre portas.
- Inspiração para projetos próprios: muitas exposições nascem de projetos documentais de anos. Veja fotografia documental.
Para acompanhar chamadas e prêmios, veja também o guia de concursos de fotografia.
Repertório, portfólio e fotografia autoral fazem parte do curso de fotografia em Campinas da Pixel Pro.