DJI Air 3S: primeira avaliação prática após mudança da CAA que libera drones até 900g em centros urbanos — por que o telefoto 70mm muda o jogo

DJI Air 3S: primeira avaliação prática após mudança da CAA que libera drones até 900g em centros urbanos — por que o telefoto 70mm muda o jogo

Como as novas regras da CAA e a combinação de sensor maior com tele moderado tornam o Air 3S a escolha prática para quem captura imagens em cidades e áreas rurais

Em 2026 a Civil Aviation Authority (CAA) do Reino Unido anunciou ajustes nas regras de operação de drones que alteraram o cenário para pilotos profissionais e amadores. Entre as novidades: a introdução completa do Remote Pilot ID prevista para 2028 e a exigência do teste para drones de câmera abaixo de 250 g. Mas a mudança que mais impactou fotógrafos e videomakers foi outra: a permissão, em áreas urbanas, para operar drones de até 900 g que tenham classificação EU C1 ou a futura UK1. Essa alteração abriu a possibilidade de voar com aeronaves mais capazes em centros urbanos — e foi o empurrão que levou alguns profissionais a apostar no DJI Air 3S.

Por que o Air 3S?

O Air 3S é, na prática, uma evolução do Air 3 e um salto em relação ao Air 2S em vários pontos relevantes para quem produz imagens. Mantendo um sensor de 1” similar ao do Air 2S, o diferencial mais notório é a câmera secundária tele de 70 mm f/2.8, com sensor um pouco menor (o mesmo encontrado no Mini 3 Pro). Para fotógrafos acostumados à onipresença de lentes ~24 mm em drones, essa adição muda a linguagem visual: compressão entre sujeito e plano de fundo maior, profundidade de campo mais curta e uma sensação mais cinematográfica em tomadas em movimento.

Além do conjunto ótico, o Air 3S registra vídeo em 10-bit D-Log M e traz resoluções efetivas altas — 50 MP na lente grande-angular e 48 MP na tele — graças ao uso de sensores quad-bayer (ou seja, resolução “efetiva”, não nativa). Esses recursos ajudam na gradação de cor e flexibilidade em pós-produção, importantes para produção de stock e trabalhos comerciais.

Primeiras impressões e voo inicial

Em testes de campo conduzidos no nordeste da Inglaterra durante o inverno, o Air 3S destacou-se pela construção mais robusta em relação ao Air 2S e por uma presença física que facilita a operação em condições de baixa visibilidade. O modelo é visivelmente maior e com acabamento em um cinza mais escuro — algo que, segundo o avaliador, tornou o drone mais fácil de localizar a olho nu contra céus cinzentos a distâncias onde drones menores e mais claros se perdem.

A estabilidade em vento foi outro ponto forte: o aparelho mostrou firmeza mesmo em rajadas, com comportamento próximo ao de drones ainda maiores, o que proporcionou imagens mais estáveis sem recorrer a pós-processamento excessivo. A transmissão permaneceu sólida mesmo em locais com obstáculos metálicos grandes, preservando feed fluido no controlador durante operações em pontos icônicos.

O pacote Flymore com três baterias também foi elogiado: o hub de carregamento tem encaixe firme que permite transportar baterias acopladas sem risco de desconexão. Na prática, o tempo real de voo alcançado ficou na faixa de 35–37 minutos em condições de vento e frio, contra 45 minutos anunciados como máximo em especificações. Para a maioria das sessões isso foi suficiente, reduzindo a necessidade de múltiplos ciclos de bateria em campos menores.

Qualidade de imagem e limites do telefoto

Em fotografia still, a qualidade geral do Air 3S é comparável ao Air 2S, o que era esperado pelo sensor de 1”. Há indício de dinâmica levemente superior, mas diferenças sutis que só se notam em comparativos diretos. Na tele de 70 mm, a queda de desempenho em baixa luminosidade é perceptível: sensor menor e abertura f/2.8 exigem ISOs mais altos e comprometem ruído em cenas noturnas ou com pouco vento.

No vídeo, o material gravado em 10-bit D-Log M facilita gradação e edição. O olhar cinematográfico do tele é o maior ganho prático — ao passar o drone por frente a um sujeito, a compressão e o desfoque relativo do fundo entregam um visual mais profissional e diferenciado do padrão 24 mm. Em cenas bem iluminadas, o 70 mm mostrou-se tão útil quanto convincente; em luz difícil, o 24 mm continua sendo a opção mais confiável.

Conclusão: substitui dois drones?

Para muitos produtores que trabalhavam com um combo Mini 3 Pro (para cidades) e Air 2S (para qualidade), o Air 3S representa uma solução única e prática, especialmente sob a ótica das novas regras da CAA que permitem operar drones até 900 g em áreas urbanas quando classificados apropriadamente. A combinação de sensor maior, tele secundário, vídeo em 10-bit e autonomia adequada torna possível reduzir equipamento sem perder versatilidade — com ressalvas quanto ao desempenho do tele em baixa luz.

O avaliador da pauta, com mais de 35 anos de experiência em fotografia e vídeo profissional, conclui que o Air 3S já provou ser um avanço relevante para produção de imagens em ambientes urbanos e rurais. A mudança regulatória acelerou a tomada de decisão: em vez de manter dois drones e controles distintos, muitos poderão optar por um único aparelho mais capaz e mais simples de gerenciar operacionalmente.

Com o Remote Pilot ID chegando em 2028 e novas exigências para drones menores, a adoção de plataformas versáteis como o Air 3S tende a crescer entre profissionais que precisam conciliar qualidade, mobilidade e conformidade regulatória.

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